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Libertação de soldado israelita pode passar por troca de prisioneiros

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Libertação de soldado israelita pode passar por troca de prisioneiros

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As negociações para libertar o cabo israelita Gilad Shalit poderão ter ganho um novo fôlego nos últimos dias.

Responsáveis palestinianos propuseram a Israel que liberte prisioneiros palestinianos em troca da liberdade do militar, capturado em Junho, na faixa de Gaza, por três grupos armados palestinianos.

Uma lista de cerca de 450 nomes de detidos palestinianos, entre os quais altas figuras do Hamas e do Fatah, já foi entregue às autoridades israelitas por mediadores egípcios.

Segundo o ministro da Informação palestiniano, “se os israelitas querem que Shalit regresse em segurança e rapidamente têm que responder imediatamente à oferta palestiniana e aceitar a libertação de prisioneiros palestinianos em troca de Shalit, acelerando desta forma o processo”.

Mas fontes diplomáticas israelitas exprimem algumas dúvidas quanto à troca.

Se por um lado estão prontos a libertar detidos acusados de crimes de sangue, por outro rejeitam liminarmente soltar o número dois do Fatah, Marwan Barghouti ou Ahmed Saadat líder da Frente Popular para a Libertação da Palestina.

A negociação coincide com um novo momento de tensão nos territórios palestinianos.

Um jovem palestiniano apunhalou esta manhã dois soldados israelitas num posto de fronteira em Hebron, na Cisjordânia, junto à gruta dos patriarcas, local sagrado para judeus e muçulmanos.

O atacante foi alvejado. Os três encontram-se hospitalizados.

Este tipo de ataques é frequente nesta zona disputada, onde a construção de um colonato ilegal num edifício de 3.500 metros quadrados tem inflamado, nos últimos dias, as críticas de palestinianos e mesmo do governo israelita.