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Ruanda assinala aniversário do genocídio

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Ruanda assinala aniversário do genocídio

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O décimo terceiro aniversário do genocídio do ruanda foi assinalado este sábado com uma cerimónia em memória das vítimas dos massacres de 1994.

O presidente ruandês Paul Kagamé esteve em Murambi, uma zona que já foi controlada pelas tropas francesas e local onde foram chacinadas 50 mil pessoas. O chefe de Estado teceu duras críticas aos países estrangeiros, nomeadamente a França, que acusa de terem sido cúmplices no genocídio. “recordar o genocídio é importante porque o genocídio foi uma coisa má, por isso eu aconselho a todos os ruandeses que tiveram um papel no genocídio e aos países que apoiaram o genocídio a reconhecer a sua culpa e a pedir perdão aos ruandeses”, afirmou o presidente.

Há 13 anos, o assassínio do presidente Juvénal Habyarimana, em Kigali, foi o elemento causador da instabilidade no país e que acabaria por resultar na morte de 800 mil Tutsis e Hutus.

Paris continua a negar ter contribuído para os massacres e afirma ter protegido a população do avanço das milícias Hutu.

Mas relatos de vítimas acusam os soldados franceses de apoio a um Governo que, sublinham, sempre apoiaram.