Última hora

Última hora

Governo britânico criticado por autorizar marinheiros a venderem as histórias de cativeiro à comunicação social

Em leitura:

Governo britânico criticado por autorizar marinheiros a venderem as histórias de cativeiro à comunicação social

Tamanho do texto Aa Aa

O ministro britânico da Defesa está a ser alvo de uma catadupa de críticas pela decisão de autorizar os marinheiros detidos pelas autoridades iranianas a darem entrevistas e a venderem a história de cativeiro à comunicação social.

Antigos militares de alta patente acusam Des Browne de usar os marinheiros como propaganda de guerra e consideram que o efeito pode ser negativo.

Faye Turner, a única mulher do grupo dos 15 militares, disse, numa das entrevistas, que quando a obrigaram a escrever coisas sobre os britânicos e os norte-americanos, sentiu que estava a trair o seu próprio país.

Faye Turner garante que não teve outro remédio senão fazer o que lhe diziam pois ameaçaram-na de não voltar a ver a filha e de ser acusada de espionagem.

A militar terá vendido a história por cerca de 150 mil euros a cada uma de duas publicações e acusou as forças iranianas de a terem mal tratado.

Em resposta, o executivo iraniano divulgou imagens dos detidos em actividades que espelham total descontracção.

Entre as críticas públicas à decisão do executivo de Tony Blair, surgem também as de uma mãe de uma outra militar que perdeu a vida em combate no Iraque

Sally Veck diz-se incrédula ao ver que “o governo está a aproveitar-se dos militares, a sua função é combater, não é vender histórias”.

Para além de Faye Turner, pelo menos mais um marinheiro britânico vendeu a história à comunicação social, onde revelou, entre outros factos, que teve muito medo e que chorava à noite antes de dormir.