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Jornalistas afegãos manifestam-se contra os Taliban e apontam o dedo aos executivos de Cabul e Londres

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Jornalistas afegãos manifestam-se contra os Taliban e apontam o dedo aos executivos de Cabul e Londres

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Um grupo de jornalistas em Cabul, no Afeganistão, manifestaram-se contra os Taliban, mas também contra os governos afegão e italiano, na sequência da morte do intérprete afegão raptado ao mesmo tempo que um jornalista italiano.

Depois de negociações entre o executivo de Romano Prodi e os Taliban, o jornalista Daniele Mastrogiacomo foi libertado, mas o intéprete não.

O próprio Mastrogiacomo acusa o governo de Prodi de ter dois pesos e duas medidas.

Um dos principais intervenientes na mediação para libertar o jornalista e o intérprete, o director da organização Emergency, Gino Strada, critica o governo. Strada considera que o executivo não tem culpa da morte do intérprete, mas tem responsabilidades ao não conseguir a libertação como aconteceu com Mastrogiacomo.

Para além disso, Strada acusa ainda os serviços secretos afegãos de estarem por detrás do rapto do director de um hospital da Emergency, logo depois da libertação do jornalista italiano.

A toda esta polémica soma-se mais um atentado no Afeganistão.

A explosão de uma bomba à passagem de uma coluna militar candadiana perto de Kandahar, no sul do país, provocou a morte a seis soldados.