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Governo palestiniano pede ajuda financeira à União

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Governo palestiniano pede ajuda financeira à União

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Na sua primeira visita a Bruxelas, o ministro das Finanças do novo governo palestiniano de unidade nacional veio pedir mil milhões de euros de ajuda. Os palestinianos debatem-se com uma “devastadora” crise humanitária. Para lhe fazer face, Salam Fayyad começou um périplo internacional que o levará também aos Estados Unidos e aos países da Liga Árabe.

“Estamos a procurar ajuda externa para tapar um buraco de cerca de mil milhões de euros, em 2007. É obvio que este dinheiro não virá todo da Europa. Mas como a União nos tem ajudado todos estes anos, considerámos que era importante começarmos a explicar as nossas necessidades aqui…”, explicou Fayyad.

Benita Ferrero-Waldner, a comissária responsável pelas relações externas mostrou-se prudente: “Fui muito clara ao dizer que qualquer eventual novo compromisso não significará a retoma da assistência financeira de um dia para o outro. Do ministro da Finanças, antes de mais, esperamos transparência e responsabilidade.”

A União está disposta a oferecer “assistência técnica” e a “intensificar os contactos”, mas a ajuda financeira só será retomada quando o governo palestiniano aceitar as exigências do chamado quarteto, que passam pela renúncia à violência e pelo reconhecimento do Estado de Israel.

Foi em Março do ano passado que a União Europeia cortou as ajudas aos palestinianos, após a vitória do grupo terrorista Hamas nas legislativas de Janeiro.