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Ucrânia tarda em sair da crise política

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Ucrânia tarda em sair da crise política

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A crise na Ucrânia agudiza-se no impasse. Centenas de pessoas concentraram-se junto ao palácio presidencial, no dia em que o presidente Viktor Iuschenko se reuniu-se com o primeiro-ministro e com os líderes da oposição mas das reuniões não saiu qualquer perspectiva de solução do conflito.

Iuschenko insiste na realização das eleições, já marcadas para 27 de Maio, admitindo apenas uma alteração na data. A coligação governamental contesta a realização das eleições antecipadas e sugere a realização de eleições presidenciais como saída para a crise, mas Iuschenko não quer nem ouvir falar no assunto.

A ex-aliada de Iuschenko, a passionária da revolução Iulia Timoshenko, acredita que uma ida às urnas lhe pode ser favorável e defende que é impossível adiar a eleição tendo em conta que a constituição prevê o acto eleitoral no prazo de sessenta dias após a dissolução do parlamento.

Para já cinco dos juizes do Tribunal Constitucional que deverá pronunciar-se sobre a dissolução do parlamento e as eleições antecipadas denunciam pressões políticas. A sessão do tribunal para abordar o assunto foi adiada para 17 de Abril. Kiev é todos os dias palco de manifestações. Os ucranianos estão desiludidos. A laranja que a revolução lhes trouxe revela-se cada vez mais amarga.