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Polícia argelina evita outro atentado quando população receia regresso de "anos negros"

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Polícia argelina evita outro atentado quando população receia regresso de "anos negros"

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A Argélia está hoje em choque após o duplo atentado de ontem na capital e a população teme o regresso da violência que nos anos noventa fez mais de 200 mil mortos no país. O novo balanço oficial dos atentados suicidas de ontem, reivindicados pela Al-Qaida, é de 33 mortos e mais de 200 feridos.

Esta manhã, todos os jornais evocavam os fantasmas do passado e os habitantes falam de um gesto imperdoável de indivíduos sem fé nem lei, dizem estar consternados, mas sentem que antes destes ataques a segurança tinha sido reduzida.

Após os atentados de ontem, junto ao palácio do governo, no centro de Argel, e de uma esquadra da polícia da periferia, as autoridades reforçaram a segurança e um dos vários telefonemas permitiu evitar um outro ataque. Um veículo com 500 quilos de explosivos foi encontrado, ontem, junto à casa do director-geral da segurança.

O presidente argelino, Adbelaziz Bouteflika, reuniu ontem os responsáveis de segurança, mas não evita as críticas. A oposição afirma que a culpa do regresso da violência é do programa de amnistia e da política de reconciliação nacional posta em prática para enterrar definitivamente o passado.