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Soldados americanos mais tempo no Iraque e Afeganistão

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Soldados americanos mais tempo no Iraque e Afeganistão

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As campanhas militares norte-americanas no Iraque e no Afeganistão vão passar de 12 para 15 meses. Foi o secretário da Defesa, Robert Gates, quem anunciou esta mudança e o objectivo é ter suficientes forças no terreno em permanência.

Gates afirmou:“anuncio uma nova política para uma maior clareza e sustentabilidade no destacamento das nossas forças armadas. A partir de agora os efectivos sob a responsabilidade dos nossos comandos e os que vierem a ser destacados no futuro, sê-lo-ão por 15 meses”.

Este anúncio é visto pelos analistas como um sinal de que o exército americano encontra dificuldades em fornecer as tropas necessárias às operações no terreno. O Pentágono tinha anunciado na segunda-feira ter dado ordens a 13 mil militares da guarda nacional para estarem prontos a partir a qualquer momento.

A presença militar americana no Iraque continua a ser contestada pelo principal líder da resistência. Moqtada al Sadr acusa o primeiro-ministro, al-Maliki, de não ouvir os iraquianos ao afirmar que não pode haver calendário para a retirada das forças estrangeiras do país. Sadr avisa ainda que o o seu movimento pondera a hipótese de abandonar o governo iraquiano.

O país está longe da segurança. Todos os dias se reptem os combates entre as forças americanas e os movimentos de guerrilha e poucos acreditam que a chegada de mais 30 mil soldados americanos ajude a por fim à escalada de violência das diferentes facções religiosas.