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Bagdade: Atentados atingem bastião da segurança

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Bagdade: Atentados atingem bastião da segurança

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Depois das ruas, as instituições da democracia; depois do povo, os eleitos. Os terroristas do Iraque visam cada vez mais longe. A bomba que esta quinta-feira explodiu no parlamento iraquiano, matou oito pessoas entre as quais dois deputados e deixou feridas mais de duas dezenas, é, para além de um acto terrorista, uma mensagem forte sobre o plano de segurança americano.

A deflagração foi provocada por um bombista suicida, alegadamente um guarda-costas de um dos deputados. O parlamento iraquiano situa-se na chamada Zona Verde, a zona mais bem protegida da cidade de Bagdade.

George W. Bush condenou fortemente o atentado e deixou palavras de apoio ao executivo iraquiano: “A minha mensagem para o governo iraquiano é que tem o nosso apoio nos passos necessários, não só para a reconciliação política, mas também para pôr em funcionamento uma força de segurança capaz de lidar com este tipo de pessoas”.

Nas ruas, os cidadãos têm reacções mistas ao acontecimento: “As notícias que ouvimos hoje não afectam as pessoas nas ruas, até nos fazem rir. As explosões agora acontecem no parlamento, que representa o povo. É um local violável”,afirma um cidadão.

Um jovem justifica: “Eu não me preocupo porque eles não fazem nada pelo povo. Só falam, falam como as crianças. Penso que a maior parte das pessoas nem se preocupa”. O atentado não foi reivindicado mas há quem acredite que é obra da al Qaida. O presidente do parlamento convocou os deputados para uma sessão extraordinária esta sexta-feira, como acto de resistência.