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Paul Wolfowitz resiste a escândalo e afirma que não se vai demitir

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Paul Wolfowitz resiste a escândalo e afirma que não se vai demitir

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Ao final de um fim de semana de reuniões em Washington com o FMI e o G7, o Presidente do Banco Mundial, Paul Wolfowitz, afirmou que vai prosseguir em funções.

No Domingo, o Conselho para o Desenvolvimento do Banco Mundial e do FMI tinha exprimido a sua preocupação com as consequências do escândalo que abala Wolfowitz sobre a credibilidade das duas instituições.

O responsável tinha apresentado desculpas na quinta-feira por ter favorecido uma ex-companheira, Saha Ali Riza. Para a afastar do Banco Mundial, e evitar um conflito de interesses com uma subordinada, Wolfowitz oferecera-lhe um aumento salarial milionário e um lugar no departamento de estado norte-americano.

Wolfowitz afirma ontem:“Eu continuo a acreditar na missão desta organização e creio que posso continuar a desempenhá-la, tenho recebido apoios vindos de diversos quadrantes, a prioridade é agora de encontrar uma solução, o comité de ética está a analisar a situação e vamos deixar-lhes terminar o trabalho”.

Washington, que catapultou Wolfowitz para o cargo em 2005, já manifestou a sua plena confiança no presidente.

Uma posição que não é partilhada pelos países europeus que, no passado, criticaram a sua nomeação. Os funcionários do Banco Mundial exigiam ontem a demissão de Wolfowitz.