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Coreia do Sul receia represálias contra a comunidade a viver nos Estados Unidos

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Coreia do Sul receia represálias contra a comunidade a viver nos Estados Unidos

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Choque, pesar e medo de represálias na Coreia do Sul após a tragédia na Universidade de Virgínia. As autoridades multiplicam as reuniões para tentar limitar as eventuais consequências para a comunidade sul-coreana a viver nos Estados Unidos.

À margem da visita do primeiro-ministro italiano, o presidente sul-coreano apresentou as condolências aos americanos. Roh Moo-Hyun diz-se chocado e exprimir, em nome do país, as condolências às famílias das vítimas e ao povo americano, desejando que todos possam sarar esta profunda ferida e encontrar paz de espírito.

O receio é expresso também pela população de Seul. Num país com a mais baixa taxa de criminalidade é perturbador pensar que um dos seus compatriotas esteja envolvido na maior tragédia do género nos Estados Unidos.

Um habitante com dupla nacionalidade, sul-coreana e americana, diz estar chocado e partilhar a dor das famílias em luto, mas espera que tudo isto seja visto como um assunto pessoal e que não afecte a vida dos coreanos a viverem nos Estados Unidos. Outro sul-coreano garante estar surpreendido e confuso, mas espera também que não afecte toda a Coreia do Sul e que tudo seja tratado de forma pessoal.

Nos Estados Unidos estudam cerca de cem mil sul-coreanos, cerca de 500 dos quais na Universidade da Virgínia.