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Royal... ou como nasce uma estrela

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Royal... ou como nasce uma estrela

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Ségolène Royal quer estar próxima dos franceses. Depois das derrotas, em 2002, de Lionel Jospin e do PS, nas legislativas, decidiu encarnar a renovação socialista. Visitou fábricas em greve; passeou-se nos subúrbios; fez tudo por agradar a todos e prometeu muito. Foram tantas as promessas que os adversários garantem que não as poderá cumprir.

Filiou-se no Partido Socialista em 1978 e formou-se na Escola Nacional de Administração; entre 1982 e 84 trabalhou no secretariado geral da presidência da República, área de Juventude e Desportos. A seguir, Mitterrand confiou-lhe os Assuntos Sociais e do Ambiente durante mais dois anos.

Royal foi ministra, do Ambiente e da Família, nos governos Pierre Bérégovoy de 1992 a 1993 e do Governo Lionel Jospin de 1997 a 2002. Em 28 de março de 2004, foi eleita (com mais de 55% dos votos) à presidência da região de Poitou-Charente. Em Novembro de 2006, deputada e autarca, tornou-se candidata dos socialistas à presidência da República.

Tornou-se alvo dos Media, que acompanharam as suas viagens como se de uma presidente se tratasse. Antes do início oficial da campanha eleitoral, já se tinha reunido com vários líderes internacionais. As dificuldades foram várias: uma frase politicamente menos correcta aqui, um comentário mais mal visto ali e as polémicas sucederam-se.

Mas houve mais do que gaffes diplomáticas. O responsável económico da campanha, Eric Besson, abandonou o barco e publicou um livro onde denunciou um culto exarcebado da personalidade, uma campanha amadora e um programa político economicamente insustentável.

No entanto, certos pesos-pesados do partido, antes reticentes, acabaram por apoiá-la, para dar uma imagem de unidade no seio dos socialistas. O secretário-geral, esse, esteve sempre ao seu lado. François Hollande é o pai dos seus quatro filhos e o seu companheiro desde a década de 70.

Ségolène também publicou um livro: “Maintenant” é o título, que significa “agora”. É caso para dizer, “agora” vem o mais difícil, uma nova fase da vida… a fase em que terá de demonstrar ter capacidade para ser a presidente de todos os franceses e que as promessas e o programa político da campanha podem passar do papel.