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Sarkozy promete uma direita mais humanista

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Sarkozy promete uma direita mais humanista

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Nicolas Sarkozy cumpriu aquilo a que se propôs e aí está, na segunda volta das presidenciais. Ambicioso, pragmático, hiperactivo, popular. Adjectivos que convêm a quem nunca escondeu o principal objectivo de carreira era o Eliseu. Para isso, reuniu em torno de si os correlegionários do UMP, mal conseguiu a presidência, em Novembro de 2004, daquele que continua a ser o partido do poder.

Paralelamente, fica com a pasta do Interior, uma outra tribuna para falar aos eleitores, sempre receptivos aos discursos sobre segurança, o tema que mais gosta de defender. Homem do terreno, Sarkozy privilegia o contacto interpessoal e gosta de propôr soluções concretas para os problemas que as pessoas enfrentam.

Nicolas Sarkozy é filho de um refugiado nobre húngaro que teve trabalhos na área do desenho e publicidade e outros; a mãe era advogada, mas cedo se divorciaram. Tornou-se advogado ao mesmo tempo que enveredava pela política. Aos 28 anos já era presidente da Câmara de Neuilly, começando um longo caminho ao lado de Chirac até o confrontar directamente. O apoio que deu à candadatura de Balladur, em 1995, foi encarado como uma traição a Chirac. Todavia, em 2002, acabou por ser o presidente a trazê-lo de novo para a ribalta, chamando-o para o governo de Raffarin, em 2002.

A força política que todos, mesmos os rivais, reconhecem a este político tem a ver também com a firmeza em relação às questões de criminalidade, segurança e imigração. A nível internacional, continua um liberal que, apesar de pró-atlântico continua a ser contra a guerra no Iraque.

Para Sarkozy, o importante é colocar mecanismos em marcha: por exemplo, para desarmadilhar a Europa que ficou refém do Não ao Tratado constitucional, ele propõe uma versão minimalista.

Pessoalmente, esteve à beira do divórcio mas salvou o casamento e Cecília já está preparada para o papel de Primeira Dama. Os rivais políticos também não lhe têm dado descanso: Dominique de Villepin e Michèlle Alliot Marie foram os principais, na UMP.

No fim de tudo, foram os militantes que o apoiaram sempre, e nunca tiveram dúvidas sobre o candidato escolhido.