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Uma mulher independente

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Ségolène Royal enfrenta aos 53 anos a batalha mais difícil da sua vida política. Pela primeira vez uma mulher tem a possibilidade de ser eleita para a chefia do Estado Francês. A candidata do partido socialista conquistou o direito de disputar a segunda volta mas o eleitorado parece relutante. O principal trunfo reside no seu adversário e na aversão que Sarkozy suscita nos votantes de esquerda e em muitos eleitores do centro. Ségolène tem por isso que ser bastante mais convincente sobre um programa tido como incoerente e que, de acordo com os detractores, é moldado à vontade do freguês. Todas as sondagens apontam para a sua derrota no dia 6 de Maio.

Apesar das críticas, Royal tem uma longa experiência política embora nunca tenha ocupado um lugar-chave num governo socialista. Ao longo dos últimos dois anos, a candidata preparou o caminho para o Palácio do Eliseu e multiplicou as viagens ao estrangeiro para granjear prestígio internacional. Na cena interna Ségolène clama pela independência, inclusivé face ao partido socialista dirigido por François Hollande seu companheiro e pai dos seus quatros filhos.