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Sérvia propõe "autonomia vigiada" para o Kosovo e rejeita independência sob supervisão internacional

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Sérvia propõe "autonomia vigiada" para o Kosovo e rejeita independência sob supervisão internacional

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As autoridades sérvias propõem uma autonomia vigiada no Kosovo em lugar da independência supervisionada pela comunidade internacional.

Representantes kosovares, dignitários sérvios e 15 embaixadores das Nações Unidas estão reunidos em Belgrado para discutir o futuro estatuto do território.

O Kosovo é ainda considerado como uma província sérvia administrada pela ONU desde 1999

O enviado das Nações Unidas Martti Ahtisaari propôs não a autonomia vigiada, que corresponde quase à situação actual, mas a independência do território de maioria albanesa. Algo que é repudiado pela Sérvia e pela Rússia que já ameaçou com o veto ao plano no Conselho de Segurança.

Ao mesmo tempo que decorrem as negociações em Belgrado milhares de sérvios manifestaram-se na fronteira administrativa do território.

Um cidadão sérvio reconhece que ainda não há condições para regressar ao Kosovo, mas que assim que puder volta para lá pois não se vê a viver na Sérvia. A sua casa é no Kosovo, foi lá que nasceu, mas quer voltar quando for possível ir jantar fora, ir ao cinema, ter uma vida descontraída.

Manifestaram-se na fronteira administrativa do Kosovo, no sul em Rudnica, cerca de 5 mil refugiados; são cerca de 200 mil pessoas que estão interdita de entrar no Kosovo.

O presidente do território que conta com cerca de 90% de albaneses explica que a ideia das conversações é também mostrar que as coisas mudaram no Kosovo para melhor.

As negociações vão continuar até sábado, o enviado da ONU Martti Ahtissari parte domingo para Nova Iorque.

A NATO tem estacionados em território kosovar 16 500 soldados.