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Embaixadores da ONU visitam aldeias albanesas e sérvias por causa do plano para a independência do Kosovo.

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Embaixadores da ONU visitam aldeias albanesas e sérvias por causa do plano para a independência do Kosovo.

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Foi com grande expectativa que habitantes albaneses e sérvios no Kosovo receberam os 15 embaixadores das Nações Unidas que tentam avaliar no terreno as possibilidades de independência do território. Os diplomatas deslocaram-se este sábado a duas aldeias: uma é de maioria albanesa, a outra – Orahovac – é um enclave sérvio no norte do território.

Uma cidadã sérvia diz que quer ficar no Kosovo, na sua casa, mas diz que a vida ali é muito dura e que estão metidos num gueto. Uma compatriota garante que se o Kosovo ficar independente vai-se embora. Os 15 embaixadores partiram depois para Mala Krusa, uma aldeia kosovar de maioria albanesa, onde há oito anos 116 homens foram mortos pelas tropas sérvias.

A receber os diplomatas estiveram os órfãos e as viúvas das vítimas que tentaram assim fazer ver aos representantes das Nações Unidas que será quase impossível haver convivência amigável entre sérvios e albaneses pois as feridas do passado ainda estão abertas.

Uma mulher albanesa explica que não quer o regresso dos sérvios,diz que foram eles que lhe mataram o filho, tinha 22 anos… O plano de Martti Ahtisaari que prevê a independência supervisionada do território é rejeitado pelas autoridades de Belgrado que querem manter a província todo custo em território sérvio. Existem no Kosovo cerca de dois milhões de habitantes, 90 por cento são albaneses.