Última hora

Última hora

Executivo turco critica militares por interferirem na política interna

Em leitura:

Executivo turco critica militares por interferirem na política interna

Tamanho do texto Aa Aa

O governo turco criticou a ameaça do chefe das forças armadas que disse estar pronto para intervir em defesa dos valores democráticos. O chefe do executivo Recepp Tayyip Erdogan considera que os militares não devem meter-se no assuntos da política interna e que deverão continuar a obedecer a responsáveis hierárquicos civis.

É mais um episódio da guerra de nervos entre governo, parlamento e cidadãos turcos. A situação está a preocupar os responsáveis europeus. O Alto Comissário para o Alargamento, Olii Rehn, pediu ao exército turco que se mantenha longe da crise política que o país enfrenta. O pedido surge tendo em conta que os militares foram autores de três golpes de Estado no passado.

Perante o sufrágio no parlamento para eleger o presidente da república, o chefe das forças armadas lançou um apelo no sentido da defesa da laicidade. O partido no poder, o AKP, tenta eleger Abdullah Gul, o ministro dos Negócios Estrangeiros, como presidente da república. Segundo a lei turca, o parlamento pode designar o chefe de Estado, em três votações.

A primeira realizou-se ontem, e Abdullah Gul não conseguiu obter os dois terços dos votos necessários para ser eleito. Para além disso, a oposição boicotou o escrutínio e levou o caso ao Tribunal Constitucional com o objectivo de invalidar a votação por falta de quorum.

O Tribunal ainda não se pronunciou. Enquanto isso, Abdullah Gul, candidato único, vai submeter-se pela segunda vez à vontade dos deputados e agora poderá ser eleito apenas com maioria simples.