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Segunda noite de violência em Tallinn e reacção dura da Rússia à remoção de estátua soviética

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Segunda noite de violência em Tallinn e reacção dura da Rússia à remoção de estátua soviética

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Nova noite de confrontos na capital da Estónia entre a polícia e jovens nacionalistas estónios e russófonos, por causa da remoção da estátua em memória de soldados soviéticos em Tallinn. A polícia foi obrigada a intervir para manter os dois grupos afastados e pôr fim novos actos de vandalismo.

De nada valeram os apelos à calma lançados pelo governo e as palavras do presidente Toomas Hendrik-Ilves, que fala de actos criminosos que não estão relacionados com a defesa da paz dos que faleceram durante a II Guerra Mundial. Esta noite, registaram-se pelo menos dez feridos e uma centena de detenções. Ontem, os confrontos terminaram com um morto, 300 detenções, 44 manifestantes e 13 agentes feridos.

A estátua já foi removida e serão agora transferidos os restos mortais dos 13 soldados que jaziam no local. A decisão é mal vista pelos 300 mil russófonos que moram na Estónia e pelas autoridades russas. O Senado russo, liderado por Serguei Mironov, pediu ao presidente Vladimir Putin o bloqueio das relações diplomáticas com a Estónia, falando de um ataque aos mortos. O chefe da diplomacia ameaça com medidas, mas não disse ainda quais.

A remoção do monumento é mais um dos assuntos que afecta as relações entre os dois países. Em Moscovo, centenas de nacionalistas manifestaram-se frente à embaixada da Estónia. O secretário-geral da ONU apela à conciliação para resolver a crise e deputados europeus exigem que Bruxelas se pronuncie sobre o caso.