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Crise política na Ucrânia sem fim à vista

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Crise política na Ucrânia sem fim à vista

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Mantém-se o braço-de-ferro na Ucrânia entre apoiantes do presidente e do primeiro-ministro. O chefe de Estado, Viktor Iushchenko, fez ontem uma aparição surpresa na manifestação convocada por Iulia Timoshenko para a Praça da Europa, no centro de Kiev. Iushchenko e Timoshenko parecem ter esquecido os problemas que levaram à separação após a revolução “Laranja” de 2004.

Face a 20 mil apoiantes, o chefe de Estado prometeu realizar as eleições legislativas antecipadas que convocou para Junho e garantiu que serão livres e democráticas. Desde 2 de Abril que a Ucrânia está dividida, recordando o cenário de 2004. Na origem desta crise está a decisão do presidente de dissolver o parlamento e convocar legislativas antecipadas. O primeiro-ministro recusa.

Desde que o presidente assinou o decreto que os apoiantes de Viktor Ianukovich ocupam a Praça da Independência, palco da revolução que levou Iushchenko ao poder.

O primeiro-ministro dirigiu-se também pessoalmente aos seus manifestantes e defendeu que só eleições legislativas e presidenciais antecipadas podem pôr fim a este braço-de-ferro. O Tribunal Constitucional analisa o decreto de dissolução do parlamento mas, entretanto, o presidente assinou um outro, invalidando o primeiro.