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Relatório acusa governo Olmert de má gestão da segunda guerra do Líbano

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Relatório acusa governo Olmert de má gestão da segunda guerra do Líbano

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O primeiro-ministro israelita, Ehud Olmert, não pretende demitir-se, na sequência das revelações que o acusam de erros de gestão e de avaliação durante a segunda guerra do Líbano. Um ano após o conflito, um relatório de 160 páginas, que será tornado público hoje, acusa o primeiro-ministro, o ministro da Defesa e o chefe das Forças Armadas, de imprudência, má-gestão e mesmo de incompetência .

Ehud Olmert é acusado não ter explorado planos alternativos à ofensiva militar que se revelou mortífera nos dois campos. O chefe das Forças Armadas é criticado por não ter considerado seriamente o poder de retaliação do Hezbollah. O ministro da Defesa, Amir Peretz, por seu lado, é apontado como alguém “inexperiente” e com “pouca influência” , que “recorreu aos conselheiros errados”.

O relatório elaborado pela Comissão independente Winograd, sublinha ainda a falta de preparação do exército durante os seis anos que sucederam a retirada do sul do Líbano. Segundo uma analista israelita, “a Comissão Winograd, tenta apurar, antes de mais, se os responsáveis estavam conscientes que estavam a lidavar com uma guerra e não com outra situação qualquer”.

A violência da retaliação israelita ao rapto de dois militares, provocou mais de 1200 mortos libaneses entre Julho e Agosto do ano passado. Do lado de israelita, contabilizaram-se 117 baixas militares, atribuídas a uma descoordenação entre os ataques aéreos e a ofensiva terrestre.

O governo promete dar resposta a todos os pontos, após a apresentação do relatório.