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Telavive enfrenta relatório crítico sobre guerra do Líbano

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Telavive enfrenta relatório crítico sobre guerra do Líbano

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Ehud Olmert vai estar “debaixo de fogo” face à publicação, esta tarde, do primeiro relatório da comissão Winograd. O documento analiza a actuação do Governo israelita e das forças armadas durante a guerra do Líbano, no último Verão. A comissão, liderada pelo antigo juíz supremo Eliyahu Winograd e composta por dois académicos e dois ex-generais, foi criada em Outubro e estudou as decisões políticas e militares que conduziram à ofensiva, sob forte pressão da opinião pública e de centenas de reservistas que denunciaram falhas graves.

Os elementos já filtrados do relatório são bastante críticos face ao primeiro-ministro, ao ministro da Defesa Amir Peretz e ao Exército. Olmert e Peretz são acusados de “falharem nas suas funções” e de se deixarem levar pelas decisões do ex-chefe do Estado Maior, o general Dan Halutz, que se demitiu em Janeiro. O conflito acabou com a imagem de “força invencível” do Tsahal e levou, pela primeira vez de uma forma marcante, a morte até ao coração da sociedade civil israelita.

Entre Julho e Agosto de 2006, Israel conduziu uma guerra contra o Hezbollah libanês que fez 163 mortos israelitas, na maioria militares. A retaliação hebraica ao rapto de dois soldados provocou, do lado libanês, mais de 1200 vítimas mortais, na maioria civis. Telavive responderá ao relatório ainda esta tarde, mas o primeiro-ministro israelita já fez saber que não pretende demitir-se.