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Olmert cada vez mais abandonado

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Olmert cada vez mais abandonado

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Em Israel ninguém reage para apoiar Ehud Olmert desde que foi divulgado o relatório sobre a guerra no Líbano. O primeiro-ministro tem dificuldade em aguentar-se mas não admite demitir-se sob a pressão. A primeira baixa no seu governo veio de um ministro sem pasta. O secretário-geral dos trabalhistas, Eytan Cabel, bateu com a porta e explicou em conferência de imprensa que “não pode continuar a trabalhar num governo chefiado por Ehud Olmert”.

Para alguns comentadores, esta partida poderá vir a ter um efeito dominó no executivo. Os jornais desta terça-feira não poupam nem Olmert nem o ministro da Defesa, Amir Peretz. Segundo uma sondagem, 70% dos israelitas quer ver partir o chefe do governo; 80% quer a demissão do ministro da Defesa e 54% pede eleições antecipadas.

Esta quinta-feira está prevista uma manifestação na praça do Rabino, em Telavive, para exigir a Olmert que se demita. As pressões começam a surgir até do seu partido, o Kadima, mas a falta de soluções na sucessão ainda faz calar alguns.