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Rússia e Estónia não ultrapassam crise monumental

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Rússia e Estónia não ultrapassam crise monumental

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Removida ontem do centro de Tallinn para um cemitério militar, a estátua soviética do soldado desconhecido, está longe de poder repousar em paz. O gesto das autoridades estónias é considerado um insulto à memória histórica por Moscovo que ameaça cortar relações diplomáticas com o país e exige a demissão do governo.

Uma delegação do Parlamento russo, reunida ontem com responsáveis estónios em Tallin, não conseguiu chegar a qualquer solução para a crise marcada por manifestações violentas nas últimas semanas.

Para a minoria russa do país, a estátua evoca a vitória do exército vermelho que pôs fim à ocupação nazi no país em 1940. Para os estónios, simboliza no entanto o início de 50 anos de ocupação soviética.

Tallin iniciou entretanto a exumação dos restos mortais de soldados soviéticos que se encontravam na base da estátua, para uma sepultura apontada como mais digna.

Um argumento que não convence as centenas de manifestantes que mantêm sitiada desde há dias a embaixada estónia em Moscovo. Tallin acusou o Kremlin de nada fazer para parar os protestos.