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Estátua ao Soldado Soviético continua a esfriar relações entre russos e estónios

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Estátua ao Soldado Soviético continua a esfriar relações entre russos e estónios

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A deslocação da estátua ao Soldado Soviético em Talin esfria cada vez mais as relações entre a Estónia e a Rússia e obriga à intervenção europeia.

Em Moscovo, activistas do movimento pró-Kremlin Nashi invadiram a sala de conferências de um semanário onde era esperada a intervenção da embaixadora estónia.

O grupo bloqueia parcialmente desde sexta-feira a representação diplomática da Estónia para, como explica um jovem activista “exigir conversações com a embaixadora e um pedido de desculpas pelas palavras do primeiro-ministro estónio” que, acrescenta, “descreveu os soldados enterrados como ‘arruaceiros e bêbedos’.” Exigências que considera “mais que razoáveis”.

Os manifestantes foram expulsos e a diplomata pode dirigir-se aos meios de comunicação.

A Estónia decidiu encerrar o consulado em Moscovo até à normalização da situação.

A embaixadora acusou a Rússia de recusar o diálogo e não fazer nada para reforçar a segurança do corpo diplomático estónio. Marina Kaljurand disse ainda que “estão a consultar os parceiros europeus sobre as medidas concretas que a União Europeia irá tomar em termos das relações com a Rússia”.

Os Vinte Sete já tomaram iniciativas e pretendem enviar uma delegação a Moscovo para um encontro com o ministro russo dos Negócios Estrangeiros.

Depois do monumento que homenageia os soldados soviéticos da Segunda Guerra Mundial ter sido levado para o cemitério militar da capital estónia, Talin foi palco de distúrbios que resultaram numa morte e centenas de detenções.

O presidente da Estónia Toomas Hendrik Ilves tentou acalmar as tensões e apelou ao consenso entre os estónios e a minoria russa do país.

O chefe de Estado clarificou que, “como um dos mais pró-europeus e bem sucedidos novos Estados-membros da União Europeia, não se deixarão absorver por nenhum tipo de conflitos”. Ilves sublinhou que “estão bastante decididos neste aspecto e não consideram que existam motivações étnicas no que se está a passar”. Para o presidente “trata-se apenas de uma questão de lidar com os responsáveis pelos motins”.

A Rússia critica a deslocação do Soldado de Bronze – que é para muitos estónios um símbolo da ocupação soviética, mais do que da libertação do jugo nazi – e ameaçou a Estónia com sanções.