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Orçamento comunitário para 2008 destrona PAC

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Orçamento comunitário para 2008 destrona PAC

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A tradição já não é o que era. A agricultura começa a perder a importância histórica que tem tido na União Europeia. O orçamento comunitário para 2008 destrona a agricultura para dar prioridade a áreas como a formação ou a investigação, por exemplo.

O anteprojecto de orçamento, apresentado esta quarta-feira, prevê um total de 129 mil e 200 milhões de euros para o próximo ano. A maior fatia do orçamento (44,2%) irá, pois, para a Estratégia de Lisboa. Serão mais de 57 mil milhões de euros para as políticas de emprego e de crescimento, a educação ou os fundos de coesão. Com 56 mil milhões de euros, a agricultura passa, assim, para segundo lugar (43,6 por cento). As verbas são as mesmas deste ano, mas dão ênfase ao desenvolvimento rural.

Trata-se de um marco histórico, garante a comissária para o Orçamento, Dalia Grybauskaité: “Pela primeira vez, na história desta Comissão, podemos confirmar que estamos a cumprir a agenda sobre o crescimento e o emprego, definida na Estratégia de Lisboa. A outra boa notícia é que a agricultura está estável e os Estados membros podem ter a garantia de que ela continua a ser apoiada. Não estamos a pôr em perigo nenhuma política, e muito menos as políticas comuns definidas nos Tratados.”

Foi em 2005 que os então Vinte e Cinco acordaram o orçamento comunitário para 2007-2013. A França não queria que se mexesse na política agrícola comum; o Reino Unido exigia uma revisão da estrutura do orçamento. Os Estados membros acabaram por acordar que, a partir de 2008, se começará a discutir as perspectivas financeiras para depois de 2013. A Europa espera que o sucessor ou a sucessora de Jacques Chirac seja mais flexível no que toca à PAC.