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UE apela a UEA para que participem nas negociações sobre o clima

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UE apela a UEA para que participem nas negociações sobre o clima

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Ainda estamos a tempo de inverter a tendência no que toca ao aquecimento do clima – se agirmos rapidamente. Foi com esta nota de urgência que a Comissão Europeia apelou à China, mas também aos Estados Unidos para que participem das negociações sobre um novo acordo internacional sobre o clima.

O encontro, sob a égide das Nações Unidas, está agendado para Bali, em Dezembro. O comissário europeu do Ambiente, Stavros Dimas, não compreende que Washington não queira participar: “É muito estranho que os Estados Unidos, que sempre têm dito que não participam em nenhum acordo internacional se os países em desenvolvimento rápido também não participarem, recusem comprometer-se a sentar-se à mesa das negociações em Bali, no final do ano. Se não começarmos a negociar, como é que podemos saber que se estes países participam ou não?”

Em Bruxelas, um grupo de especialistas esteve reunido, a discutir as questões da energia e do ambiente. Entre os participantes, o antigo director da BP, recentemente afastado do cargo na sequência de um escândalo. Lord Brown defende que os governos e as organizações internacionais têm um importante papel a desempenhar.

Uma outra visão tem Amartya Sen, galardoado com o prémio Nobel da Economia em 1998, pelos seus trabalhos sobre a fome: “A Europa e a América poluem o mundo há muito tempo. E, de repente, decidem mudar as regras no momento exacto em que o desenvolvimento se acelera em países como a China e a Índia. Alguém tem de falar deste problema. Penso que o que estes países querem é uma solução que lhes pareça justa. E a única forma de lidar com isto, é discutir, e decidir qual é que solução que pode ser justa.”

Reunido em Banguecoque, o Grupo Intergovernamental de Peritos sobre a Evolução do Clima identificou claramente uma lista de medidas que permitem combater o aquecimento global. A começar pelo reforço das energias renováveis, mas também do nuclear, o que provocou algumas fricções entre as diferentes delegações nacionais, já que certos países recusam categoricamente a energia nuclear.