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O governo partilhado regressa a Belfast

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O governo partilhado regressa a Belfast

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O conflito que durou 30 anos na Irlanda do Norte pode acabar de vez esta terça-feira. Uma cerimónia marcará o regresso de um governo semi-autónomo a Stormont quase cinco anos após a suspensão das instituições. Protestantes e católicos vão instaurar um novo governo partilhado em Belfast criando esperanças numa paz duradoura para a região.

Graças ao acordo de 26 de março último, os inimigos de ontem – o pastor protestante Ian Paisley e o católico Martin McGuinness – tornam-se, respectivamente, primeiro- ministro e vice-primeiro-ministro. A assembleia de Stormont foi criada após os Acordos de Sexta- Feira Santa de 1998, que contribuíram para voltar a página da violência inter-religiosa que fez mais de 3.500 mortos na província britànica entre 1969 e 1998.

Em 2005, o Exército Republicano Irlandês renunciou à violência e desmantelou o seu arsenal, enquanto o Sinn Fein, seu braço armado, reconheceu a autoridade da polícia em Janeiro último, num sinal de boa vontade. As duas comunidades esperam uma injecção financeira de Londres, que prometeu ajudas a um futuro governo partilhado, promessas identicas vieram tambémda União europeia.

Contudo, o líder protestante, 81 anos, evitou até hoje apertar a mão a um republicano, sinal de uma desconfiança que se mantém apesar do caminho percorrido.