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Evangelistas prometem salvação já

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Evangelistas prometem salvação já

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Os evangelistas levantam os braços para o céu, para Deus entrar directamente no coração e na mente, e mudar o destino naquele momento. Não querem esperar pela salvação depois da morte, porque a vida é difícil hoje. As igrejas evangelistas têm-se multiplicado na América Latina, nos últimos 20 anos, acabando com o monopólio do catolicismo. A saúde instantânea tem êxito junto dos pobres.

Na Argentina, ele são 30 por cento da população – a crise de 2001 arrasou a classe média. Todos os dias os evangelistas pregam a palavra de Deus nos bairros de Buenos Aires. “Tu que estás sentada, mulher angustiada, já perdeste tudo: a tua casa está perdida, a tua família está perdida…há alguém que vem solucionar o teu problema”.

Em todos os serviços religiosos da Igreja Jesus e Amor, há exemplos da ajuda de Deus aos fiéis. Um dos presentes assegura que os valores das análises mudaram, milagrosamente, e está curado da SIDA. Os fieis representam 25 por cento de argentinos dos bairros pobres, 12 por cento à escala nacional. Percentagem que o jornalista Alejandro Seselovsky continua a ver subir.

Explica o facto pela velocidade desta era e porque as pessoas não querem esperar para se salvar, têm de tratar disso agora. Estas igrejas vendem isso, e assim crescem.

No Brasil, é a mesma fuga da Igreja Católica, que perdeu um quarto dos fieis em 25 anos. Os evangelistas pretendem preencher o vazio espiritual na alma dos brasileiros. Este imenso país tem 155 milhões de católicos, mas o número de padres por fieis (1/7500) é muito mais baixo do que na Europa. A contradição flagrante entre a enorme pobreza e a sociedade de consumo acabou por ajudar milhões deles a franqueear a porta de outras confissões religiosas. Restou à Igreja Católica adaptar as suas missas ao gosto popular, muito em voga na América Latina.