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Genéricos a preço reduzido vão tratar SIDA nos países pobres

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Genéricos a preço reduzido vão tratar SIDA nos países pobres

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Sessenta e seis países pobres vão poder beneficiar de medicamentos genéricos a preços reduzidos para tratar doentes infectados com SIDA. A medida resulta de um acordo entre a Fundação Clinton, o Fundo Internacional para a compra de medicamentos e dois laboratórios farmacêuticos indianos que produzem anti-retrovirais genéricos.

O antigo presidente norte-americano, sublinhou que, “menos de um ano após o lançamento de um novo tratamento contra a SIDA concentrado numa única pilula, as negociações permitiram reduzir o preço do medicamento para menos de um dólar para os países em vias de desenvolvimento. O que representa uma poupança de 45% para os países pobres e de 37% para os países com um nível médio de rendimentos”.

Para a ministra da saúde do Quénia, um dos países de Àfrica mais afectado pela pandemia de SIDA, “a partir de agora os medicamentos que tratam os doentes em Nova Iorque vão estar também disponíveis no Quénia”.

A medida visa 40 mil dos mais de 100 mil infectados sem acesso ao tratamento, e contorna o monopólio das grandes farmacêuticas ocidentais detentoras das patentes dos medicamentos.

Há alguns dias o Brasil, seguindo o exemplo da Tailândia, tinha suspenso a patente da farmacêutica Merck que se recusara a reduzir acima dos 30% o preço dos medicamentos.

A introdução de genéricos permitirá ao Brasil, que fornece tratamentos gratuitos aos seus doentes, poupar mais de 30 milhões de dólares anuais.