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Investidura do governo paritário da Irlanda do Norte sob o signo da reconciliação

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Investidura do governo paritário da Irlanda do Norte sob o signo da reconciliação

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Ao final de trinta anos de conflito, católicos e protestantes assumiram ontem, juntos, as rédeas do poder na Irlanda do Norte. O novo primeiro-ministro e o novo vice-primeiro-ministro do governo semi-autónomo tomaram posse no Palácio de Stormont, onde a palavra paz dominou os discursos, faltando apenas um aperto de mão para a fotografia.

Uma década após os acordos de sexta-feira santa e depois de quatro anos e meio de suspensão do parlamento, os antigos inimigos prometeram uma nova era de cooperação. O novo primeiro-ministro, Ian Paisley, do Partido Democrático unionista afirmou estar orgulhoso de participar no que chamou, “de processo de cura da província”.

O vice-primeiro-ministro, e antigo comandante do IRA, Martin McGuinness lembrou que, “o caminho que se anuncia é sinuoso, mas foi aquele escolhido pela maioria dos eleitores que votaram numa nova era de paz e reconciliação”.

O novo governo paritário, constituído por 10 ministros e dois vice-ministros, deverá reunir-se pela primeira vez no final da semana. Se os dossiês sobre a administração da justiça e da polícia prometem ser difíceis, no plano económico, os antigos rivais partilham do mesmo objectivo de acelerar o desenvolvimento da província, tendo como modelo a vizinha Irlanda.