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Deutsche Telekom vive movimento de greve

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Deutsche Telekom vive movimento de greve

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A Deutsche Telekom vive a primeira greve em mais de dez anos. Os trabalhadores estão revoltados contra os planos da empresa, que prevêem a transferência de 50 mil empregados para filiais onde os salários são mais baixos. A greve está centrada na divisão para os telefones fixos, exactamente aquela que está por detrás da crise vivida na empresa.

Werner Bennert, dirigente do sindicato Ver.di, diz que “é altura de fazer greve, porque foi já negociado tudo o que havia para negociar e os trabalhadores estão assustados com o que a administração quer fazer”.

Opinião diferente tem o presidente executivo René Obermann. Para ele, a crise que o grupo enfrenta justifica as medidas e a greve só vem piorar as coisas: “Esta greve não serve ninguém. Não vai criar empregos, só vai fazer mal. Nós fizémos uma boa proposta, que acredito vai proporcionar perspectivas a longo prazo para muita gente na empresa”.

Muitos temem que, depois das transferências, venham os despedimentos. O processo de reestruturação proposto por Obermann pretende fazer a Deutsche Telekom poupar 4,7 mil milhões de euros.

Os lucros do grupo caíram 58% nos primeiros três meses deste ano, por culpa da crise nas linhas fixas.