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Edifício da Iukos vendido em leilão

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Edifício da Iukos vendido em leilão

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O edifício onde está instalada a sede da Iukos foi arrematado em leilão pelo equivalente a 2,9 mil milhões de euros. O comprador é uma empresa até agora desconhecida – a Prana. É provável que esta entidade seja, na verdade, uma testa de ferro que esconde um grupo russo poderoso, à semelhança do que aconteceu em 2004, altura da venda da principal unidade de produção da Iukos.

Juntamente com a venda da rede de bombas de gasolina e dos activos em Samara, vendidos ontem, este é o capítulo que encerra a saga daquela que já foi uma das mais importantes empresas petrolíferas da Rússia.

O Estado russo vendeu em hasta pública todos os activos da Iukos, para financiar as dívidas ao fisco.

O presidente da comissão liquidatária, Nikolai Lashkevitch, diz que “não estava à espera de um preço tão alto, nem de uma batalha tão feroz em redor desta compra, e espera que o comprador cumpra agora com todas as obrigações”.

A venda dos activos da Iukos enriqueceu os grupos estatais e semi-estatais, como a Rosneft, que em três anos se tornou na maior petrolífera do país, ou a Gazprom.

O princípio do fim deu-se em 2003, quando o patrão do grupo, Mikhail Khodorkovski, foi preso por fraude fiscal. Uma prisão que, para muitos, tem motivações políticas. Aquele que chegou a ser o homem mais rico da Rússia é conhecido por ter posições contra o governo de Putin. Está actualmente a cumprir uma pena de oito anos de cadeia.