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Violência interpalestiniana poderá adiar o desbloqueio de ajudas europeias

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Violência interpalestiniana poderá adiar o desbloqueio de ajudas europeias

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O espectro da guerra civil volta a pairar sobre Gaza. Após cinco dias de incidentes entre forças rivais, um grupo de homens do Hamas atacou esta manhã um campo de treino da guarda do presidente Mahmoud Abbas, fiel ao Fatah. Pelo menos 8 guardas morreram durante o ataque, com morteiros e rockets, junto à fronteira israelita.

Dois militares em fuga foram alvejados pelo Tsahal, um dos quais mortalmente. Outro membro do Fatah foi morto num incidente isolado. O exército israelita afirma que não interviu no incidente, junto à passagem de Karni, embora tivesse permitido a abertura da fronteira egípcia da faixa de Gaza para a entrada de um reforço de 450 homens do Fatah.

Reagindo ao incidente, o Presidente palestiniano Mahmoud Abbas apelou à calma na televisão pública, sublinhando, “a necessidade de implementar um plano de segurança para pôr fim à instabilidade civil e ao espectro da guerra interna”. Em Bruxelas, o responsável da diplomacia europeia, Javier Solana, reunido com o ministro dos Negócios Estrangeiros palestiniano, Ziad Abou Amr, lembrou que, “não haverá avanços no dossiê palestiniano se a situação interna não melhorar”.

Desde a eleição do Hamas, em Janeiro do ano passado, que a comunidade internacional suspendeu as ajudas aos territórios palestinianos. Uma situação que dava sinais de melhoria quando, em Fevereiro deste ano, em Meca, Hamas e Fatah assinaram um acordo para a formação de um governo de unidade nacional.

Um entendimento renovado no domingo que não impediu a escalada da violência, tendo levado o ministro do Interior, responsável pela unificação das forças de segurança, a apresentar ontem a sua demissão.