Última hora

Última hora

Eleições na Argélia

Em leitura:

Eleições na Argélia

Tamanho do texto Aa Aa

Voto em massa ou boicote? O poder público argelino fez tudo para cativar o eleitorado e vencer o medo das ameaças. Nestas terceiras lesgislativas não vai haver mudanças no xadrez político na Argélia. A Frente de Libertação Nacional do primeiro-ministro, Abdelaziz Belkhadem, aliado do presidente Abdelaziz Bouteflika, deverá manter-se à frente do parlamento. A FLN tem, actualmente, 199 assentos parlamentares.

Logo a seguir, está a União Nacional Democrática, do antigo primeiro-ministro Ahmed Oyahia, substituído no ano passado por Belkhadem. Tem 47 deputados. A coligação governamental conta ainda com o Movimento para a Sociedade e Paz, um partido islâmico moderado em que o líder, Abou Djerra Soltani, é também ministro do Estado.

Líder do principal partido da oposição, Abdallah Djaballah, incitou ao boicote depois de ter sido demitido da direcção do El Islah. É um dos seus rivais de partido que se candidata nestas legislativas. Louise Hanoune é chefe do Partido dos Trabalhadores, formação trotskista que se opõe à privatização das empresas públicas. O partido dos trabalhadores tem 21 deputados.

Depois do boicote nas legislativas de 2002, o líder da União para a Cultura e Democracia, Saïd Sadi, decidiu candidatar-se agora. Em 1997, o partido da Cabilia conquistou 19 lugares no Parlamento. Uma das mais antigas forças da oposição e e mais importante na Cabília, a Frente das Forças Socialistas, decidiu boicotar o escrutínio, como fez em 2002, por considerar que este não vai ser transparente.