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Eleições na Argélia ameaçadas pelo terrorismo e pelo boicote

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Eleições na Argélia ameaçadas pelo terrorismo e pelo boicote

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Dezanove milhões de argelinos escolhem hoje a Assembleia Popular Nacional, num escrutínio ensombrado pelo forte absentismo e pelo terrorismo. Ontem um atentado terrorista num café, na cidade de Constantina causou pelo menos dois mortos. Nesta consulta legislativa pluralista, a terceira desde a instituição do multipartidarismo em 1989, 12.229 candidatos, representados por 24 partidos e 100 listas independentes, concorrem aos 389 assentos da Câmara baixa da Assembleia Popular Nacional.

Os argelinos estão tomados pelo cepticismo em relação a qualquer mudança politica, a ida às urnas é para este homem uma forma de impedir que se abra a porta aos grupos extremistas. A novidade neste escrutínio será a rejeição, por parte do Ministério do Interior, das candidaturas dos antigos chefes da resistência islamita, e o forte absentismo aliado à contestação ao terrorismo. O desafio real para a maioria que se apresenta às eleições, será a taxa de participação, que virá dar apoio ao programa presidencial, não estando em causa uma mudança de maioria ou uma mudança política. Devido ao receio de actos terroristas o governo tomou fortes medidas de segurança nos arredores da capital e nas grandes cidades do país.