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Cimeira Rússia-União Europeia não esconde divergências entre os dois blocos

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Cimeira Rússia-União Europeia não esconde divergências entre os dois blocos

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As divergências foram o prato forte da Cimeira Rússia-União Europeia. Reunidos, desde ontem, em Samara, nas falésias do Volga, a mil quilómetros de Moscovo, os líderes russo e europeus não avançaram em nenhum dos temas polémicos.

Na conferência de imprensa, o presidente russo abriu as hostilidades. Vladimir Putin acusa os países bálticos de não respeitarem a minoria russa: “Discutimos problemas importantes, incluindo a situação das minorias russas nos países bálticos. A nossa posição é bem conhecida: a situação desta minoria russa é inaceitável e não é digna da Europa.”

Putin acusou ainda a União de ter problemas internos. Declaração logo contrariada por Durão Barroso, que brande o lema de “um por todos, todos por um”: “Tivemos a oportunidade de dizer aos nossos parceiros russos que uma dificuldade para um Estado-membro é uma dificuldade para todos nós na União Europeia.”

Mas as críticas prosseguiram, de parte a parte. A chanceler alemã Angela Merkel mostrou a sua preocupação com o défice democrático na Rússia e as tentativas de impedir a realização de manifestações anti-Putin. “Digo abertamente que espero que aqueles que se querem manifestar e exprimir a sua opinião, esta tarde, em Samara, possam fazê-lo. E estou preocupada com o facto de que algumas pessoas tenham tido problemas para chegar a Samara. Mas talvez essa expressão da opinião possa, apesar de tudo, impor-se aqui”, afirmou.

Nem o ambiente bucólico das falésias do Volga conseguiu limar as arestas de uma relação cada vez mais tensa entre os maiores parceiros comerciais do velho continente.