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Confrontos no Líbano isolam 40 mil refugiados palestinianos

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Confrontos no Líbano isolam 40 mil refugiados palestinianos

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Os confrontos no norte do Líbano, em torno do campo de refugiados de Nahr Al-Bared, ameaçam transformar-se numa grave crise humanitária. No interior do campo cerca de 40 mil palestinianos estão encurralados no fogo cruzado entre os bombardeamentos do exército libanês e da retaliação dos militantes do grupo Fatah al-Islam. Pelo menos duas mesquitas terâo sido visadas pelos bombardeamentos assim como várias casas.

Os confrontos que duram há dois dias provocaram desde esta manhã pelo menos 30 mortos e 90 feridos civis, segundo a agência noticiosa libanesa. Cerca de cinquenta homens armados, entre milicianos e soldados libaneses morreram desde domingo.

A Cruz Vermelha Internacional assim como o alto comissariado para os refugiados da ONU apelam a uma trégua para evacuar vítimas. Os combates tinham sido interrompidos por um cessar-fogo de durante duas horas, durante a tarde, mas o acesso ao campo manteve-se quase impossível para trabalhadores humanitários e jornalistas.

Os confrontos originaram protestos entre os 400 mil refugiados que vivem noutros campos similiares no Líbano, sob jurisdição palestiniana.

Beirute acusa o grupo armado Fatah al-Islam, dissidente do Fatah palestiniano, de ser apoiado pela Síria e de tentar desestabilizar o país, num momento em que o Conselho de Segurança da ONU discute a criação de um tribunal internacional para julgar os assassinos do antigo primeiro-ministro libanês Rafic Hariri.

O grupo ameaça agora lançar ataques sobre Beirute, caso o exército libanês não suspenda os bombardeamentos sobre o campo de Nahr Al-Bared. Washington reagiu hoje à situação considerando o ataque “legítimo, face à ameaça de extremistas violentos”. Londres mostrou-se inquieta com o facto de alegados membros da Al-Qaida se ocultarem num campo de refugiados.