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Tribunal belga julga mega-fraude

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Tribunal belga julga mega-fraude

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Começou esta segunda-feira, em Gent, na Bélgica, o julgamento da maior fraude empresarial dos últimos anos no país. A empresa de software Lernout & Hauspie, especializada em programas de reconhecimento de voz, passou de caso de sucesso a demónio, depois de um mega-escândalo de contabilidade. O caso deu-se há seis anos e só agora chega à barra do tribunal.

Respondendo à pergunta sobre se foi traído pelos pequenos accionistas, Jo Lernout, um dos fundadores da empresa, diz que “infelizmente é a empresa que tem de provar que havia um resultado real de uma tecnologia real, para a qual havia um grande mercado, que poderia ter evitado a falência”. Lernout diz ainda que vai tentar provar a inocência em tribunal.

O conceito desenvolvido p2la Lern&ut & Hauspie fez dela uma das empresas mais inovadoras da Europa e a primeira companhia belga a estar cotada no índice tecnológico norte-americano Nasdaq.

O software criado p2la empresa permitia escrever e executar operações no computador a partir de comandos de voz. Os ecos desta tecnologia chegaram rapidamente ao outro lado do Atlântico. A Microsoft de Bill Gates chegou a estar interessada na compra. O negócio acabou por não se realizar.

Depois do que alguns acreditam ter sido uma vingança dos norte-americanos contra o sucesso desta tecnologia europeia, o escândalo contabilístico aconteceu no verão de 2000. Seguiu-se a falência, que fez alguns apelidarem a &ernout & Hauspie como a “Enron belga”.

A tecnologia foi entretanto retomada por uma empresa americana, a Nuance, através do programa Dragon NaturallySpeaking.