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Morte de Litvinenko

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Morte de Litvinenko

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No dia 7 de Dezembro de 2006, no cemitério de Highgate, Londres, foi feito o funeral discreto de Alexandre Litvinenko. O ex-espião russo morreu a 23 de Novembro, depois de envenenado em circunstâncias misteriosas que lembram o tempo da guerra fria.

Antigo coronel do Serviço Federal de Segurança Russa, que substituiu o KGB, Litvinenko era cidadão britânico apenas há algumas semanas. Depois de deixar a Rússia com a família, conseguiu o asilo político no Reino Unido em 2001. Em Londres, continuava a acusar o Kremlin de diversas conspirações.

No livro “FSB faz explodir a Rússia” acusa as autoridades de terem organizado os atentados que mataram 300 pessoas e que desencadearam a segunda guerra na Chechénia, em Outubro de 1999. No dia 1 de Novembro de 2006, no hotel Millenium de Londres, Litvinenko esteve reunido com dois russos, homens de negócios, mas que foram agentes do KGB, Andrei Lugovoy e Dimitri Kovtoune.

No mesmo dia, num restaurante de sushi em Picadilly, reuniu-se com o especialista italiano de espionagem, Mario Scaramella, que lhe entrega um documento sobre a morte da jornaliita russa Anna Politovskaia, e uma lista de alvos dos serviços secretos russos.

No dia 3 de Novembro, Litvinenko deu entrada no hospital Barnet de Londres, acabando, depois, por ser tranferido para o London University College Hospital. A doença começara com estes dois encontros. No dia 20 de Novembro, a secção anti-terrorista da Scotland Yard abriu a investigação. Os serviços secretos russos rejeitaram as acusações que colocavam Moscovo por trás do crime.

No mesmo dia, Litvinenko entrou nos cuidados intensivos. Uma fotografia mostrava o olhar vazio… os cabelos tinham caído todos. No dia 23 morreu sem que os médicos identificassem a causa da morte. No dia seguinte, os familiares leram uma carta póstuma em que ele acusou o presidente russo, Vladimir Putin, de ter mandatado o seu assassínio. O presidente russo negou categoricamente.

No mesmo dia, a agência britânica de protecção da saúde (HPA), anunciou que a causa da morte de Litvinenko foi o envenenameno com polonio 210.