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OCDE pede rigidez nas taxas de juro

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OCDE pede rigidez nas taxas de juro

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O crescimento da economia mundial mantém-se sólido, mas os riscos inflaccionistas obrigam a uma política monetária aperatda. Essa é a pincipal conclusão do relatório da primavera da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económicos (OCDE), publicado esta quinta-feira.

O economista-chefe da OCDE, Jean-Philippe Cotis, realçou o papel da China no crescimento da economia do globo, mas ao mesmo tempo pediu a Pequim menos controlo sobre a taxa de câmbio do yuan. Este ano, o crescimento económico na Zona Euro e no Japão deve ultrapassar o dos Estados Unidos. Isto ao contrário da previsão para 2008, que aponta para uma recuperação norte-americana.

A previsão de crescimento do PIB americano em 2007 foi revista em baixa, dos anteriores 2,4% para os 2,1%. Segundo a OCDE, a Reserva Federal tem que manter a taxa de juro ao nível actual, em vez de baixar, como muitos têm vindo a pedir. A economia dos Estados unidos tem vindo a perder força, mas deve recuperar já no próximo ano. 2008 vai, no entanto, ser um ano de abrandamento tanto para a Eurozona como para o Japão.

O Banco Central europeu deve, na opinião da OCDE, fazer duas subidas na taxa de juro directora durante 2007 – uma já no próximo mês e outra no final do ano. Isso significa que 2007 deve fechar com o preço do dinheiro nos 4,25%. 2008 deve ser um ano de pausa na política monetária. Ainda no que toca à Zona Euro, a OCDE chamou a atenção para alguns desequilíbrios nas bolsas e no mercado imobiliário.