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Procurador-geral da Ucrânia recusa ser demitido pelo presidente

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Procurador-geral da Ucrânia recusa ser demitido pelo presidente

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A crise política na Ucrânia agudizou-se na sequência da demissão do Procurador-geral, Svyatoslav Piskun, pelo presidente Viktor Yuschenko. O magistrado opôs-se à decisão do chefe de Estado e juntamento com os seus apoiantes decidiu ocupar à força o seu gabinete. A ocupação teve o apoio do ministro do Interior que enviou dezenas de polícias para o local.

A luta de poder entre o presidente e a coligação do primeiro-ministro Yanukovitch agudizou-se em Abril, quando Viktor Iuschenko decidiu dissolver o parlamento e convocar eleições antecipadas. Inicialmente a coligação pró-russa de Yanukovitch rejeitou a dissolução, mas acabou por concordar mais tarde em realizar eleições embora sem mencionar datas concretas.

O presidente Viktor Iuschenko afirmou que os polícias que ajudaram o Procurador tinham cometido um crime e que quem deu as ordens devia ser punido. Prova de que a situação é tensa, esta quinta-feira, o presidente do tribunal constitucional demitiu-se. O magistrado devia pronunciar-se sobre a legalidade da dissolução da assembleia.