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Libra a dois dólares penaliza exportações britânicas

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Libra a dois dólares penaliza exportações britânicas

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Os aviões que descolam da Grã-Bretanha rumo aos Estados Unidos levam cada vez mais turistas ávidos de fazer compras. A libra a dois dólares faz com que as terras do Tio Sam sejam uma zona de saldos permanentes, mas há um reverso da medalha: se a indústria turística está a ganhar, as empresas britânicas que exportam para os Estados unidos estão a ver os lucros baixar, como diz Simon Derrick, do Bank of New York: “Os produtos britânicos vendidos nos Estados Unidos são muito mais caros agora do que eram há cinco anos. Tendo em conta que os custos da mão-de-obra americana se mantêem os mesmos, isso significa que somos agora muito menos competitivos”.

Um exemplo desta perda de competitividade é a queda no volume de negócios da Dyson, a empresa de aspiradores que é líder de mercado nos topos de gama. O presidente da filial americana, Gordon Thom, fala sobre as dificuldades: “Há um ano e meio, a libra valia um dólar e 70, o que significa que por cada dólar e 70 de lucro que fazíamos aqui, podíamos enviar uma libra para o Reino Unido. Agora, para mandar uma libra precisamos de fazer dois dólares”.

Embora estejam entre os mais caros do mercado, os aspiradores Dyson tornaram-se num caso de sucesso graças à tecnologia inovadora, mas a verdade é que todo este sucesso está a ser aspirado por uma libra forte, que penaliza todas as exportações.