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USA/Irão: pilares do futuro

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USA/Irão: pilares do futuro

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É um princípio, um passo histórico – mesmo que se adivinhe pouco produtivo. A imprensa iraniana qualificou este dia como “O Dia da Negociação”. Há cinco anos, ninguém apostaria neste encontro do líder mundial da coligação anti-terrorista e o país proscrito. Nas ruas de Teerão, sente-se uma mistura de júbilo e de desconfiança.

Um iraniano questionado afirmou que isto serve para esconder os desaires no Iraque e no Afeganistão. Por isso os americanos pediram conversações com o Irão mas ele acha que, honestamente, não pensam negociar.

Um outro considera que os Estados Unidos estão desesperados com o problema do Iraque e agora se viram para os vizinhos para resolverem os problemas que não conseguem resolver de outro modo. Mas sempre é um passo positivo, diz.

A ruptura entre o Irão e os Estados Unidos deu-se em 1979: os estudantes iranianos tomaram de assalto a embaixada americana em protesto contra o exílio do Xá Rheza Palevi em Nova Iorque, por razões de saúde.
Em Abril de 1980, Jimmy Carter, rompeu, oficialmente, as relações diplomáticas com Teerão. 22 anos mais tarde, depois do 11 de Setembro, George W. Bush confirmou o que pensava a administração norte-americana do país:

O Irão continua a armar-se agressivamente e a exportar o terror enquanto uma minoria não eleita reprime a esperança de liberdade da população. Os Estados como este e os seus aliados terroristas constituem um eixo do mal que ameaça a paz mundial.

Mas a guerra no Iraque arrastou-se e a Casa Branca teve de moderar o discurso. A secretária de Estado
Condoleeza Rice, há um ano, já afirmou:

“Logo que o Irão suspenda completamente o enriquecimento de urânio e as actividades de reprocessamento, os Estados Unidos estarão à mesa de negociações com os parceiros da União Europeia e os representantes do Irão”.

O encontro visa erguer as bases para o início da cooperação, ou pelo menos o respeito, entre os dois países em termos de segurança para a região. Salvaguardando as exigências e condições de ambos.