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Britânicos raptados no Iraque trabalham para empresa canadiana e americana

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Britânicos raptados no Iraque trabalham para empresa canadiana e americana

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Cinco cidadãos britânicos foram raptados esta terça feira, num edificio do Ministério das Finanças, no centro de Bagdade. Os britânicos foram capturados por homens armados e vestidos com os uniformes da policia iraquiana. Quatro dos reféns trabalham para a empresa de segurança canadiana Garda World. Também a sociedade americana de consultoria Bearing Point anunciou que um dos seus empregados britânicos no Iraque foi sequestrado.

Os montantes pagos, cerca de 700 euros por dia, são o atractivo para os trabalhadores ocidentais no Iraque, apesar de todos os perigos de um país em guerra, explica Robin Horstfall, ex-soldado de uma força especial do exército britânico.

“Eles vão para ali por dinheiro… eles ganham 500 libras por dia e quando voltam, pagam as hipotecas das casas num ano… muitos soldados que ganham 500 libras por semana, reformam-se do exercito, mas acabam por voltar a esses sitios para ganhar muito mais dinheiro”.

Londres já activou o dispositivo diplomatico para libertar os refens, mas as razões do sequestro ainda nao foram reveladas. Tambem em Bagdade, dois atentados com carros armadilhados fizeram pelo menos 56 mortos e mais de uma centena de feridos, nos ultimos dois dias. 10 soldados americanos morreram, transformando o mes de maio num dos mais sangrentos desde Novembro de 2004, com 114 vitimas americanas registadas.