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Polémica sobre reality show holandês sobre doação de órgãos leva Bruxelas a agir

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Polémica sobre reality show holandês sobre doação de órgãos leva Bruxelas a agir

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A polémica ganha terreno na Europa, depois de uma estação de televisão privada holandesa ter decidido emitir um reality show, no qual uma doente terminal vai doar um rim a um dos três candidatos. O debate está lançado, como ficou patente no parlamento holandês, com vários deputados dos partidos da coligação governamental a pedirem a interdição do programa.

O ministro da Cultura e para a Comunicação social, Ronald Plasterk, reconhece que a emissão é pouco ética, devido à componente de competição, mas afirma que a decisão final está nas mãos dos produtores.

A lei holandesa sobre os media não permite ao governo proibir um programa, mesmo assim, Femke Halsema, deputada do Partido os Verdes, garante que proibir seria censura política embora tenha consciência de que se trata de uma emissão horrenda.

A televisão vai emitir o programa e defende-se, garantindo que apenas quer chamar a atenção para a escassez de órgãos, depois de Bart de Graaf, fundador da estação, ter falecido há cinco anos depois de ter esperado em vão por um transplante de rim.

Para além de toda a polémica, o programa colocou na ordem do dia o problema da escassez de órgãos, que provoca a morte a cerca de dez pessoas por dia na Europa. A Comissão Europeia decidiu agir e propôs a criação de um cartão universal de dador, válido em toda a União. O objectivo é harmonizar os procedimentos de obtenção, controlo, conservação e transporte de órgãos.