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Segurança máxima para a Cimeira do G8

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Segurança máxima para a Cimeira do G8

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Com os dramáticos acontecimentos de Génova na memória, os agentes de segurança alemães para a cimeira do G8 estão a dar o máximo para garantir que não ocorram tragédias na costa de Heiligendamm. Desde hoje, o acesso está fechado, e o gradeamento foi aumentado com arame farmado electrificado – 12 km com 2,5 m de altura.

Custou 12,5 milhões de euros e foi equipado com dois postos de controlo só para os residentes, funcionários e pessoas a quem foi dado um passe específico para a pequena cidade balnear. Do lado do mar, o perímetro de segurança é de 11 km sobre 20, para grande prejuízo dos pescadores locais. As restrições estendem-se à linha ferroviária.

Os checkpoints estão equipados com toda a tecnologia de ponta. Como num aeroporto, as pessoas são revistadas, assim como sacos e bagagensDepois de passarem os controlos, esperam que um autocarro especial as venha buscar e distribuir pelas residências. Precauções necessárias, afirma a polícia: “Há um elevada hipótese de ataque terrorista, ameaça de indivíduos que tentam chegar junto do centro, provavelmente com a protecção de manifestantes.”

Mas a polémica está criada. As medidas de segurança são consideradas excessivas, duvidosas. Um grupo de manifestantes já está a recolher peúgas usadas para que os cães polícia encontrem mais facilmente os donos que se manifestam contra a globalização.

A recolha policial de amostras de odor provocou a fúria dos Verdes. Uma deputada dos Verdes compara a acção de segurança com a acção da antiga Stasi. O exército e a polícia marítima patrulham o mar, o que já foi denunciado como anti-constitucional. O que é verdade que nada perturbará o sossego dos participantes no G8. Os manifestantes não poderão chegar a menos de 4 km de distância.