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Zoellick: guru do comércio livre

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Zoellick: guru do comércio livre

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Robert Zoellick, tem 53 anos de idade, é licenciado em Direito pela Universidade de Harvard, e especializou-se em diplomacia e comércio internacional ao longo destes anos. Em Washington, é conhecido pela memória prodigiosa, por ser muito exigente e por ter enorme desenvoltura no cenário internacional.

Entre 2001 e 2005, Zoellick foi o 13° representante especial americano para o Comércio. Tornou-se, assim, no interlocutor privilegiado dos europeus em processos pendentes difíceis entre os dois parceiros comerciais dos dois lados do Atlântico.

A presidência do Banco Mundial é sempre escolhida pelos norte-americanos, ao passo que a do Fundo Monetário Internacional 5; a instituição “gémea” nascida igualmente dos acordos de Bretton Woods 5; é assegurada pelos europeus. Era representante do Comércio da Casa Branca quando levou os litígios à Organização Mundial do Comércio, em 2003.

Afirmou que os Estados Unidos solicitavam negociações na OMC, com os europeus, sobre a moratória decretada sobre os produtos agrícolas saídos da biotecnologia, o que estava em completa violação das regras do comércio internacional, das regras da Comissão Europeia e dos analistas europeus.

Encarregue de defender os interesses norte-americanos na Organização Mundial do Comércio, Zoellick é um autêntico “guru” do comércio livre, da negociação e da supressão das barreiras proteccionistas. Participou na criação do
NAFTA (North American Free Trade Agreement), mas também no fracasso de Doha.

Qualificado como “o csar americano da globalização”, é um dos inimigos dos “altermundialistas”, tal como Pascal Lamy, antigo Comissário Europeu para o Comércio e o actual presidente da OMC.

Entre Janeiro de 2005 e Junho de 2006, Zoellick foi o número dois da diplomacia norte-americana – subsecretário de Estado.
O presidente brasileiro Lula da Silva referiu-se-a ele, na altura, como o sub do sub do sub, o que não correspondia à realidade. Era ele o responsável por delicadas missões que tinham por objectivo conseguir um acordo do governo sudanês sobre o Darfur.

Zoellick, que deixa um lugar executivo na casa de investimento Goldman Sachs para dirigir o Banco Mundial, deve prosseguir a apologia do comércio como nova forma da diplomacia.