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Divergências sobre estatutos de tribunal ameaçam julgamento de líderes dos Khmers Vermelhos

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Divergências sobre estatutos de tribunal ameaçam julgamento de líderes dos Khmers Vermelhos

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No Camboja, 28 anos depois do fim do regime dos Khmers Vermelhos, ainda se descobrem valas comuns mas os responsáveis poderão nunca ser julgados. Juízes cambojanos e internacionais reúnem-se a partir de hoje em Phnom Penh para salvar o processo, bloqueado há meses devido a uma luta sobre os estatutos do tribunal.

Marcel Lemonde, um dos juízes internacionais, defende a necessidade de se começar o julgamento, que as pessoas esperam há tanto tempo e que não se deve adiar.

Durante os quatro anos em que estiveram no poder (1975-1979), os Khmers Vermelhos, liderados por Pol Pot, mataram quase dois milhões de pessoas à fome, com trabalhos forçados, ausência de assistência médica ou através de execuções sumárias.

Pol Pot morreu em 1998 mas continuam vivas outras figuras como o número dois do regime, Nuon Chea.

Youk Chhang, director do Centro de documentação do Camboja, recorda que “as pessoas tentam lidar com isto há 28 anos e chegam à conclusão que sem um julgamento é difícil, pois a questão do tribunal não é importante para o agora mas para o futuro”.

Se não for resolvida a questão sobre as regras internas do tribunal, cai por terra o processo contra os líderes dos Khmers Vermelhos por crimes contra a humanidade. Se houver acordo, a primeira audiência terá lugar até ao fim do ano.