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Tribunal Internacional da ONU para o Líbano ameaça reabrir divisões no país

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Tribunal Internacional da ONU para o Líbano ameaça reabrir divisões no país

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A imprensa libanesa desta manhã não escondia um certo cepticismo, depois da ONU ter aprovado ontem a criação de um tribunal internacional para julgar o assassínio do antigo primeiro-ministro Rafic Hariri. O órgão encarregue de julgar os responsáveis do atentado de Fevereiro de 2005, assim como de outros 14 atentados “políticos”, ameaça reabrir as feridas entre pró e anti-sírios.

Um habitante afirma no entanto que, “esta decisão tinha que ser tomada para se saber finalmente toda a verdade, e porque não havia um consenso no Líbano”. Outra afirma-se, “feliz, queríamos que este tribunal fosse criado para que nos pudessemos sentir finalmente aliviados”.

A decisão, aprovada no Conselho de Segurança da ONU, com a abstenção da China, Russia, Qatar e Àfrica do Sul, foi saudada pelos sectores anti-sírios. O parlamento libanês tem até dia 10 para ratificar a decisão que, após a data, se tornará obrigatória.

Saad Hariri, filho do ex-primeiro-ministro celebrou a decisão junto ao túmulo do pai. Para o líder da coligação anti-síria no poder, “trata-se não de uma vingança mas de uma vitória para todo o país”. O tribunal que deverá ser nomeado por período mínimo de três anos, vai retomar as provas da investigação do procurador belga Serge Brammertz.

Um primeiro relatório tinha apontado culpas a membros dos serviços secretos sírios.

Damasco rejeita as acusações, vendo a decisão como um ataque dirigido de Washington que, “viola a soberania libanesa”.