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Maré humana antiglobalização em Rostock

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Maré humana antiglobalização em Rostock

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São várias dezenas de milhares de pessoas que se concentram a partir de hoje em Rostock, na Alemanha, a poucos quilómetros do local da cimeira do G8 que tem lugar entre os dias 6 e 8 de Junho. O objectivo é mostrar às nações mais industrializadas o descontentamento pela globalização e o curso da política económica mundiais.

Este fim-de-semana são esperadas mais de 40 manifestações diferentes na cidade costeira do mar Báltico. Os líderes germânicos, incluindo a chanceler Angela Merkel, apelaram aos manifestantes para evitarem acções de violentas.

Os militantes da causa antiglobalização demonstram determinação. “Espero que o maior número possível de pessoas se juntem para mostrar que não estamos satisfeitos com o sistema económico actual”, disse uma manifestante. “Talvez com motivação suficiente vamos conseguir fazer mexer qualquer coisa durante a próxima semana, pelo menos perturbar o G8, senão mesmo impedi-lo”, garantiu outro.

As autoridades alemãs encararam com muita seriedade a cimeira e ergueram uma vedação de 12 quilómetros em torno do local, em Heiligendam, perto de Rostock, onde se vão reunir os dirigentes dos Estados Unidos, da Grã-Bretanha, da França, da Itália, do Japão, do Canadá e da Rússia.

Qualquer manifestação está proibida num raio de dois quilómetros a partir da barreira que custou cerca de 13 milhões de euros. Face às apertadas medidas de segurança, o ministério do Interior chegou mesmo a ser acusado de utilizar métodos da Stasi, a polícia política da antiga Alemanha de Leste.

Também contra o G8, este sábado estava prevista na cidade de Schwerin uma manifestação de extrema-direita do Partido Nacional Democrata alemão mas o Tribunal Superior Administrativo regional proibia-a. O motivo apresentado foi a possível eclosão de contra-manifestações de extrema-esquerda como acabou por acontecer em Schwerin.